terça-feira, 28 de outubro de 2008

Aniversário do meu pai!

Hoje é aniversário do meu pai!!!

Por muito tempo eu achei que nunca fosse conseguir ter amizade com ele, pois com a minha mãe eu tenho uma relação que vai além das palavras a gente é muito cumplice, o que é bem legal.

Meu pai sempre foi daqueles caras bem machistas, que queria escolher até como era o seu cabelo, o que me deixava maluca. Ele também não entendia porque eu lia tanto e vivia apagando a luz pra eu parar, bom, essas pentelhices que deixam qualquer ser humano maluco.

Bom, com o tempo eu comecei a não bater mais boca pra mostrar que eu era igual a ele, eu comecei a agir, dar pequenas doses de choque pra que ele visse que tudo estava diferente, até que um dia ele pensasse que tudo sempre foi desse jeito. Aí eu comecei a ter as mesmas atitudes com ele que eu sempre tive com os meus amigos, mostrar como eu era no mundo, pois não tinha motivos de vergonha. Comecei a debater sobre política, conversava de igual com os amigos dele, conversava sobre coisas estranhas com os meus tios da maçonaria, e assim, fui ganhando respeito entre as pessoas que o cercava, o que o ajudou a me ver de uma forma diferente.

Nos últimos anos quando eu estava no Brasil as maiores companhias éramos eu e ele, a gente já até podia ficar em silêncio pois um olhar já tinha o conteúdo de um texto enorme.

Nessa minha viagem pro Brasil eu percebi, e ele também, o quanto foi boa essa minha luta, pois se eu tivesse deixado passar, se tivesse ficado na cozinha com as outras mulheres, a gente jamais ia descobrir tanto um sobre o outro.

Ele ainda tem dificuldade em entender certas coisas que passam na minha cabeça, ainda tende a me imaginar uma menininha, mas isso faz parte de ser pai e de querer bem, mas o importante é que nós temos uma amizade.

Parabéns, paizinho!!! Conte sempre comigo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mais um presente

Esse fim-de-semana nós fomos às montanhas rochosas pra um passeio tipo bate-volta, eu estava pensando em continuar a comemoração do aniversário do Tutu, queria ir em algum lugar onde ele percebesse a importância da família, aí o Ravi deu a idéia de irmos pra lá, sem uma rota definida e nós fomos. Preparamos um lanche pra viagem, estocamos água e umas roupinhas caso acontecesse alguma coisa.
Quando o Tutu era bebê a gente sempre inventava uma viagem ou passeio desse tipo, se a gente ia pra Serra Negra, a gente pegava o carro e saía pelas estradas e ficava explorando a região.
Foi um fim-de-semana maravilhoso, conversamos até dizer chega, pois nós saímos de casa por volta das 11:30 am e voltamos pelas 8:30 pm, o Tutu cantou pra gente, contou estórias, dormiu, brincou e a gente se sentiu mais próximos.
No fim da viagem paramos para comer uma pizza e aí voltamos pra casa, cansados, mas felizes.
Então é isso, aniversário é celebrar o nascimento não só de uma criança, mas de uma família que se formou graças a ela. Parabéns filhotinho!!!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ontem foi o níver do Tutu, fiquei feliz porque alguns amiguinhos puderam vir, quem sabe agora eu deixe de ser Mogli e comece a gostar mais de fazer festas de aniversário...
Bom, mas foi legal poder conversar um pouco, sair da rotina durante a semana, sempre dá uma aliviada, e depois que o pessoal foi embora assistimos um documentário no Discovery Channel sobre o Brasil, foi muito legal, super bem explicado, bacana mesmo.
Daí dormimos feito pedra...
Acordei com a sensação de que fechei o olho e abri. hahaha
Quando o Tutu acordou olhou no espelho e disse: "Nossa eu cresci mesmo, agora que tenho 6, né?!". Mal sabia ele que ele estava de ponta de pé. hahaha. Dei muita risada.
Muito bem e assim vão correndo os dias, falta pouco pro Natal...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Apaixonada!

Na quinta o pequeno faz 6 anos e é engraçado como a gente vai percebendo como eles vão crescendo, ao mesmo tempo que aumentam as mal-criações, a gente consegue ensinar com mais facilidade, agora a gente já tem uma conversa um pouco menos abstrata, o que dá uma satisfação gigante, pois é sinal de que todos nós estamos evoluindo como ser humano. Eu estou me sentindo o próprio Dr. Frankstein, vendo a minha criação tomando vida, mas com a diferença de que o meu é de verdade. hahaha.
Acho que eu sou meio louca, mas quem não sabe disso, porque cada vez que eu vejo o meu pequeno amo mais a humanidade e cada vez mais acredito nela, eu consigo enxergar as possibilidades do bem cada vez que eu ensino o meio filhote, cada vez que eu largo as minhas coisas para dar um minuto de atenção pra ele, tenho certeza de que ele está se tornando melhor por isso.
Agora ele está sendo alfabetizado e trás para casa 4 livros por dia, pois ele faltou durante um mês, então temos que correr atrás da bola. Os livros são bem simples, mas pra ele parecem estar escritos em grego, um sacríficio gigante, mas a gente tem tentado e o mais gostoso é saber como ele enxerga o que está tentando ler, como ele diz: parecem apenas letras, não dá pra juntar tudo ainda, mas a gente tem tentado, vamos persistindo, junto com isso eu também tenho lido um livro, na verdade uma bíblia do desenvolvimento infantil, Ellen Bee, que pra mim é a mestra nesse assunto.
Sou muito feliz por ter o meu filhote e pela possibilidade que ele me dá todos os dias de ser uma pessoa melhor e mais inteligente!
Espero do fundo do coração que todas as mães que leem esse blog, ou as futuras mães, consigam ver que o tempo que nós somos mães e, muitas vezes temos de parar de trabalhar, não é um tempo perdido, pois é o tempo em que nós nos especializamos em humanidade.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sobre o Ensaio sobre a Cegueira

Acabei de ler um livro maravilhoso, Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, quem me indicou esse livro foi o Raphael, o Chuck, um grande amigo.
O livro trata não só da cegueira como diz o título, mas a que ponto pode ir a miséria humana em dada condição, mostra a humanidade por trás das máscaras, pois depois de um tempo sem poder ver, julga-se que não se está sendo visto e todos os pudores acabam por desaparecer com as imagens. Se os olhos são as janelas da alma, sem ver todos são como almas penadas vivendo no inferno da própria humanidade, na Terra.
O autor segue uma forma muito pessoal de escrita, onde não se encontram pontuações quando as personagens se manifetam e nem as personagens tem nomes, apenas são descritas por alguma característica particular, mas por ser um livro bem ativo e muito envolvente fica bem fácil se familiarizar com elas. Também é escrito em português de Portugal, mas não difere muito do nosso português, apenas parece um pouco mais formal.
Esse foi o primeiro livro do Saramago que eu li, mas já separei outro do mesmo autor, chamado História do Cerco de Lisboa, que eu não vejo a hora de começar a ler.
Ah, e se alguém que estiver por aqui quiser algum livro é só passar aqui no meu pedaço, pois eu trouxe vários livros do Brasil.
Aah! e para quem estiver no Brasil (ou conseguir baixar) eu indico o documentário Janela da Alma, que trata da visão e conta com o relato de várias pessoas ilustres incluindo o próprio José Saramago.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Como o Dia das Crianças está chegando, resolvi colocar aqui um filminho que é considerado o primeiro clipe brasileiro. A música pode ser que alguns não conheçam, mas tenho certeza que muitos outros reconhecerão.


Feliz Dia das Crianças para todos nós!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Oi pessoal!
Cheguei!
Tenho feito as minhas arrumações, pois por ter ficado tanto tempo fora, a minha casa perdeu um pouco da minha identidade.
Ah, mas eu queria falar de outra coisa, eu achei um blog ou site, sei lá, e queria q todos visitassem, vale muito a pena, eu dei muita risada. O nome é Sleeping Chinese, as fotos são impagáveis. Aproveitem!
Bjos.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

OOOOOiiii

Quem é vivo sempre aparece, e eu apareci!

Estou na maior correria para a minha volta ao lar, também estou tentando encaixar as coisas que eu quero levar, só quero ver se cabe...

A maioria das coisas que eu estou levando são livros e umas coisas pra casa.

Falando em livros, me lembrei de letras, que me lembraram que agora a Língua Portuguesa sofreu uma reforma, que mudou as regras antes conhecidas, não que as regras tenham sido totalmente mudadas, mas muitas coisas que antes eram usadas à partir de agora caem em desuso, as novas regras estão aqui. Então, pessoal que está fora do país e que não está em contato constante com a nossa língua, tem que estudar (e isso inclui essa que vos escreve!).

E eu estou por aqui, terminando os preparativos e louca pra conseguir um livro seguindo as novas regras!

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Ah, esqueci de contar! Fiz as minhas novas tattoos, uma no braço esquerdo e outra no direito, estou tão feliz!!!

Olha uma delas aí:

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O que acontece quando o plano de uns não é o plano de todos?

Muitas vezes, os nossos pais fazem planos pra toda a nossa vida... pois é isso aconteceu comigo!
Bom, nesses dias eu tive uma conversa com os meus pais sobre responsabilidades e mais uma vez a questão que mais me assombra veio a tona: "Quando você vai voltar da sua aventura e tomar conta das suas coisas?". Minhas coisas?! Eu não fiz nada, ainda!
E aí vem a série de argumentos que também fazem parte da minha história de vida:
* Um dia nós temos que descansar!
* O seu pai já está ficando velho!
* Eu vou parar de trabalhar com 65 anos e só faltam 3 para isso!
O pior é que ainda querem te fazer pensar que estão sendo generosos te dando mais 3 anos para viver essa aventurazinha.
Ora pois!
Mas até que foi bom ouvir tudo isso, pois só me deu mais energia para poder mostrar o meu ponto de vista. Nessa hora eu me senti a pessoa maior do mundo, imagine você uma pigméia de 1,60m virando um gigante, pois foi o que aconteceu, e eu nem precisei levantar do sofá e nem levantar a voz, que era o que eu mais temia (por vezes o meu gênio é incontrolável!).
A conversa girou em torno da hipótese, mais que comprovada, de que nós simplesmente não queremos tomar conta de nada, o que levou os meus pais a um estado de choque que os fez ficarem quietos ( o que é um milagre!), mas com muito tato falei de coração sobre tudo o que eles já tinham nos dado e que eles nunca perceberam.
Sou eternamente grata pela confiança que eles sempre depositaram em mim e por terem me feito tão confiante a ponto de não enxergar barreiras por esse mundo, sou grata por saber que eles sempre investiram em mim, quando a minha mente perturbada, descobre mais uma faculdade ou curso que eu tenho vontade de fazer, e por nunca jogarem na minha cara as vezes em que as abondonei, porque sabem que tudo é aprendizado, e até mesmo por confiarem a mim o esforço de tantos anos de trabalho, mas o que eles me ensinarem de melhor foi que, como eles fizeram tudo, eu também tenho uma capacidade infinita de criar, trabalhar e viver com isso.
Pedi mil desculpas, mas falei que eu nunca seria uma pessoa realizada se tivesse que dar continuidade, pois sempre teria a responsabilidade de prosperar em algo do meu pai e isso pode ser cruel, pois se eu não conseguir terei que viver com essa culpa o que me deixaria uma pessoa infeliz.
Também disse o que me faria uma pessoa ainda mais feliz, que era vê-los aproveitando a vida, porque tudo o que eles fizeram lhes dá o direito de viver da melhor forma possível e principalmente, vendo o quanto a gente cresceu.
Por fim, o meu pai agradeceu por eu ser o que eu era hoje e por eu deixá-lo me conhecer.
Sim, os meus ideais são um grande patrimônio e eu espero poder dar ao meu filho!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Às vezes, me dá uma vontade incontrolável de arrumar o mundo, só que é difícil ou impossível, mas arrumar a vida de pessoas que a gente gosta não é tão difícil assim, só é complicado quando a pessoa vê uma opinião diferente como algo que vai contra ela, e é exatamente esse o problema que estou vivenciando.
A minha família é super passional, chora atoa, ri alto, fala besteira e se abraça, tudo ao mesmo tempo, um verdadeiro hospício mexicano.
Bom, desde que eu cheguei estamos tentando arrumar umas pendências, deixar clara a visão de cada um, apontar erros e achar soluções, mas o negócio é que parece que cada um tá falando de uma coisa, uns falam de empresa, outros falam de filhos e outros de gastos com faculdades, já pensou que conversa de louco, e o pior é que a minha opinião sempre parece a que difere de todos, acho que por eu estar morando longe, tenho uma visão do lado de fora.
Bom, acho que esse post também está parecendo um papo de louco, né?! Mas o negócio é assim, meu pai tem uma empresa e nós temos que conversar sobre ela, modernizar, achar as falhas, etc. Conversa essa que vem acontecendo desde o Canada, por telefone e que me rendeu boas noites sem dormir.
Também tenho conversado sobre a minha sobrinha, quem vem passando por uma crise de identidade por conta da separação, e os problemas da minha princesa me afetam dos pés a cabeça. O duro é provar pra esses malucos que ir em psicologo não é coisa pra louco e, sim pra não ficar louco.
Junto com tudo isso tentar ignorar as opiniões ignorantes sobre o fato de você gostar de ler, escrever, pesquisar, fotografar, porque as pessoas acham que você está se alienando, sem perceber o quanto você está enriquecendo.
Ainda bem que hoje é sexta-feira e eu devo ir para outra baladinha estranha dar umas risadas.
O Raw tá fazendo a maior falta!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ontem eu fui pra Sampa com os meus pais, nós fomos pro Centro e ficamos no Mercado, foi a primeira vez que eu fui naquele lugar, já tinha ido várias vezes para a 25 de março e passado pelo Mercadão muitas outras, mas nunca tinha entrado.

Demos muitas voltas por lá tentando achar um lugar para estacionar e finalmente achamos bem em frente ao Mercado.

Foi ótimo, pois todas as vezes que eu fui, eu estava dirigindo, mas dessa o meu pai estava dirigindo, aí pude olhar vários detalhes e tirar umas fotocas. Fiquei em estado de contemplação total, como dizem por aqui: Brisei!

Entramos no mercado e eu queria tirar foto de tudo, frutas, azeites, vinhos, temperos, gente, tudo! Fora os detalhes na arquiterura, que cada vez que a gente olha percebe uma coisa nova.

Almoçamos em um restaurantezinho bem brasileiro com comidinhas perfeitas para todos os gostos, até para o do meu pai que é bem nordestino, ele comeu Cabrito, o seu prato favorito, e eu um Filé Mignon de tirar o chapéu. Depois fui dar uma volta e dar uma olhada nos vinhos, fiquei na porta por mais ou menos uma hora só tentando assimilar aquela mistura estranha de prédios mal cuidados com arquiterura de época, gente bem vestida com vendedores ambulantes e todas as cores, como a de um prédio listrado de várias cores que mais parecia uma homenagem aos gays e que ficava fazendo um pano de fundo para os prédios cinzentos.

A minha mãe e a minha prima foram as compras, porque a minha mãe vai começar a atender crianças no consultório e precisava comprar uns brinquedos. Eu nem pensei em sair daquela porta, estava curtindo tudo aquilo e como o Tutu estava com preguiça ficamos por lá mesmo, só mais tarde nós fomos dar uma volta no quarteirão e ele ganhou mais um trenzinho (a visão seletiva dele tem o poder de achar trenzinhos até naquele paraíso das muambas!), depois voltamos ao estacionamento e o pequeno e a Bebela ficaram no carro brincando.

Eu e o meu velhinho ficamos sentados em uns banquinhos na calçada vendo a desenvoltura do pessoal que trabalha por lá. O pessoal anda de bicicleta com uma pilha de caixotes entre os carros na maior velocidade, enquanto os tiozinhos passam com carrinhos com caixas de frutas, mulheres passam ensacoladas e manobristas vão e vêm com carros nos estacionamentos. Um verdadeiro caos, mas que para quem está sentado parece uma cena de desenho, as personagens desse caos têm até cara de desenho.

Ai, amo muito tudo isso!

Nem as lojas de bolsas me tiraram desse estado de graça, uma pena que não tivesse alguém comigo que conseguisse me entender melhor. Agora estou me programando para ir ao Centro de Santos, que é outra preciosidade.


domingo, 7 de setembro de 2008

Que engraçado, passei o final de semana mais intenso do meu último ano, mas tinha a impressão de que estava sonhando, tive vontade de ficar em um canto onde pudesse ver tudo como um telespectador e, claro, tive vontade de fotografar até quando tinha preguiça.
Na sexta-feira eu fui pra São Paulo, com a Alê e lá nós encontramos o Rapha, o Fabrício, o K.belo e mais tarde a Cinara (a Sabrina foi pra Pindorama) em um bar chamado Roda Viva, um lugar escondidinho na Vila Madalena e com um repertório musical do Chico Buarque, com pitadinhas de uma MPB de qualidade. As pessoas que estavam por lá pareciam que tinham saído de um gibi. Pessoas descoladas e que catavam todas as músicas como se tivessem escrito, no final já estava tirando fotos até do casal da mesa ao lado e já estava até trocando dicas de novos bares com uma gigantona que eu conheci no banheiro. Me senti como se estivesse em casa.
Dormi no apê do Kbelo e da Sá, que por sinal está muito lindo, super casinha, tem até plantinhas o que para mim é um sinal de que é uma casa de verdade.
Nem vou dizer que não sabia como tinha chego na casa deles, pois vocês iriam ficar com uma impressão errada de mim. hahaha. É eu realmente aproveitei de corpo e alma, o duro é que o corpo sentiu no dia seguinte. hahaha.
No sábado o meu irmão apareceu e me chamou pra ir em uma balada de velhotes, que a princípio me parecia uma roubada, mas no final foi maravilhoso. O show que fomos era de uma banda que a minha mãe curtia no tempo de juventude e que continua tocando e mandando muito bem.
Esse show aconteceu no Clube dos Ingleses e a banda era Blow Up. Eles tocaram Bee Gees, Pink Floyd, entre outras bandas que eu não sei o nome, mas conheço as músicas. O melhor da noite foi o fato de estar entre pessoas mais velhas e que não têm o menor medo de ser feliz, o pessoal se acabava no salão dançando de rosto colado, ou fazendo passinhos da época e dando uma baita lição nessa juventude que gosta de rotular as pessoas, sem perceber o quanto estão perdendo.
Bom, vocês devem estar se perguntando onde estava o filhote enquanto a mamãe aqui estava na gandaia, eles estava aproveitando as vovós e a priminha. Sentiu um pouco de falta de mim, mas isso só durou um segundo, pois logo ele já estava em uma boa brincadeira.
O final de semana foi maravilhoso, o Ravi fez a maior falta, mas estou muito feliz por ter encontrado uma parte de mim que tinha ficado por aqui e, o melhor, percebi que posso encontrar essa minha parte toda vez que vier.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O que fazer quando o tempo corre???

Não sei o que acontece, mas quando a gente está louco para vir parece que o universo conspira contra a nossa vontade e faz tudo ir bem mais devagar do que gostaríamos, por outro lado, agora que estou aqui o tempo parece estar escorrendo pelos meus dedos. Eu sei que ainda falta tempo para eu ir, mas o lance é que todo mundo trabalha, então só posso contar com os fins-de-semana para fazer tudo que eu gostaria, acho que eu tenho que fazer um curso de administração, mas não é de empresas, sim de tempo. Será que tem algum curso desses?
Eu estou com vontade de ir pra São Paulo nesse fim-de-semana, na sexta a noite para uma baladinha e já estou preparando o ânimo da moçada por aqui, ou melhor, da velharada, porque os meus pais vão ter que ficar com o pequeno, mas o problema é que os meus pais são bem mais baladeiros do que eu, então tenho que falar com uma semana de antecedência e mesmo assim corro riscos de perder a minha baladinha. O meu pai pareceu não gostar muito da idéia, mas como eu não perguntei e sim fui dizendo que já tinha combinado com o pessoal, ele ficou meio sem-graça...
.......
Antes de ontem eu falei com o Ravi pela cam e foi bem engraçado, pois nunca tinha visto a minha casa pela cam e bateu a maior saudade, até o Tutu falou que a gente já podia ir embora, mal sabe ele, que voltando, vai ter que ir para a escola, mas o moleque é tão chato com escola que quando a gente vai passar em frente uma aqui em Santos, faz toda a questão de atravessar a rua e dizer que escola é o lugar mais chato do Mundo!!! Acho que se ele tivesse um tomate na mão era capaz de jogar no muro da escola. Que horror!
Mas eu estou tentando, devagar, fazer com que ele pense, pelo menos, nos amiguinhos e isso ele missa* bastante.
Bom, mas enquanto isso vou curtindo os meus dias entre espirros, tosses e muita comidinha.
Por falar em comidinha, tenho comido todo dia uma coisa diferente e a minha mãe tira o maior sarro da minha cara, falando que vai me dar um vermífogo, porque eu estou parecendo criança lombriguenta. hahaha. Mas eu nem ligo, pois vou ficar uma ano sem comer as iguarias culinárias da minha terrinha, então estou, literalmente, tirando a barriga da miséria, e também nem vou me preocupar com os quilinhos a mais, porque eles vão ficar bem escondidinhos durante esse longo inverno que terei pela frente. hahaha.
*missa: do verbo missar. Derivado abrasileirado do verbo inglês to miss, cujo significado é sentir saudade

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

37 graus!!!

Hoje eu acordei com um calor de matar, depois de um tempo a minha mãe chegou e disse q tava super quente na rua. Eu achei que só estivesse quente, então me arrumei, arrumei o Tutu e fomos na casa da minha madrinha andando pra depois ir ao shopping. Saindo de casa já deu aquela preguiça, andamos uma quadra e parecia que tínhamos andando umas 10. Fui na madrinha, deixei a lembrancinha dela na portaria e fomos ao shopping, quando estávamos atravessndo a rua olhei para o termômetro de rua e estava marcando 37 graus, acho que olhar esses termômetros só piora, senti um calor instantâneo no exato momento, mas tudo bem eu já estava na porta do shopping.
Comprei umas roupinha (que por sinal me pareceram estar bem mais caras do que a um ano atrás), comprei batatinha e refrigerante pro Tutu e comi um delicioso Petit Gateu (não sei se escreve assim).
Saindo do shops parecia que tinha um aquecedor na porta, mas ele ia seguindo a gente, pois o calor não passou depois de eu ter saído dela. hahaha.
Vim pra casa de taxi, com um menininho mole de calor do meu lado. Nunca foi tão bom estar em casa!!!
........
Coisa engraçada, um pouco antes de escrever isso que está aí em cima eu subi para os quartos para fechar as janelas, pois estava ficando escuro e eu achei que ia chover.
Acabei de escrever e me veio um pensamento: "No verão aqui anoitece na mesma hora de sempre, então que horas deve ser?". Olhei o relógio e vi que eram 18 h, hora de anoitecer, não era chuva, era noite. hahaha.
A minha cabeça está quase tão confusa quanto a do Tutu...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Atchimmm!

Por aqui estamos curtindo muito, até estamos curtindo as nossas gripes, ninguém merece!
Nesse fim-de-semana foi o aniversário da Tatá, vieram os meus primos queridos, muitos amigos e até eu que não sou das mais sociáveis curti bastante. Também vi os nossos amigos de apelidos inusitados, menos o K.belo e a Sá. No domingo a minha sogra veio com o meu cunhado e o Tutu pode matar a saudade do tio-padrinho, a minha sogra ficou e fomos para a praia com a minha mãe para podermos tomar um solzinho. O Tutuzinho brincou na areia e até colocou o pezinho na água, fez castelinho de areia e eu pude tirar muitas fotinhas.
Na volta o filhote reclamou de dor de cabeça e nem quis ir na padaria (só podia estar mal, mesmo!), quando chegamos em casa ele já estava com febre e essa só passou na madrugada. Ele acordou com um pouco de febre, mas logo melhorou.
Espero que essa maré passe logo, pois estou louca para levar o pequeno pra vários passeios!