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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Bitter Chocolate

Acabei o livro que estava lendo, Bitter Chocolate, de Lesley Lokko, e achei bom, digo bom porque o último era ótimo, mas esse é bem legal de ler, atendeu as minhas necessidades de leitura, principalmente de literatura feminina, queria muito ler algo feminino, sobre mulher.
O livro conta a estória de 3 mulheres que têm a vida mudada drásticamente pelo destino, mas que aprendem sobre superação, principalmente dos traumas e infortúnios.
Um livro um tanto clichê, mas que foi escrito de forma tão delicada que consegue prender, do início ao fim, sendo a última página de número 566. O tipo de livro para ler durante a tarde em um dia de chuva, mas que com toda certeza não conseguimos largar num dia de Sol.
Eu recomendo para as garotas que estão por aqui, pois é um ótimo exercício de vocabulário, no qual você vai aprender novas palavras sem sentir.

Se alguém tiver um livro para recomendar eu aceito!

terça-feira, 28 de abril de 2009

The Book of Negroes

Ontem eu terminei o livro The Book of Negroes, um livro maravilhoso que conta a estória de Aminata Diallo, uma personagem fictícia, mas que bem poderia ser alguém de verdade.
A estória é narrada em primeira pessoa pela própria Aminata, que vai contando todos os acontecimentos da vida dela, quando ela era criança e vivia em uma vila na África com os pais, o seu rapto por comerciantes de escravos e a sua vida como escrava, mulher negra e inteligente em uma América cheia de preconceitos.
Eu estava procurando no site da livraria se tinha algum livro num estilo que eu nunca tinha lido antes, quando vi a capa desse livro e fiquei fascinada, achei a fotografia muito linda, dei uma lida bem por cima do assunto e fiz o pedido pela internet. Também me chamou atenção o título, já que Negro é um termo pejorativo na Ámerica do Norte, depois vim a descobrir que esse é o título no Canadá, não nos EUA.
O livro é de uma sensibilidade infinita, a complexidade das personagens também é algo admirável e a pesquisa para que o livro fosse feito também é algo maravilhoso.
Eu como uma descendente de negros, infelizmente entendi a que duras penas os meus ancestrais foram parar no Brasil e torci para que meus outros ancestrais europeus não tivessem feito parte dos senhores de escravos. Me fez refletir sobre a crueldade e a falta de humanidade que pode acontecer quando as pessoas se vêm melhores que as outras.
Esse livro é recomendado para todas as pessoas e todas as idades, mas quem adora história e geografia com certeza vai adorar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ontem nós assistimos ao filme Seven Pounds, com Will Smith, o filme é maravilhoso, daqueles que nos tiram o fôlego, não sei muito bem como contar a estória sem estragar o filme, pois ele é meio envolto em um mistério: por que Ben procura as pessoas? Durante o filme você vai descobrindo o que aconteceu na vida dele e quanto essas coisas afetaram a sua vida.
Bom, eu recomendo que assistam sem saber nada antes, pois foi assim que eu vi...O filme vale muito a pena e não se parece com nada que eu tenha visto antes.
Ah, é um drama!

Hoje eu terminei um livro chamado Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios, de Marçal Aquino, o livro se passa em uma região de garimpo no Pará e trata de um fotógrafo que se apaixona perdidamente por uma mulher muito bonita mas com uma personalidade instável. O livro é como eu costumo dizer "na carne", não tem meias palavras, a narrativa é espetacular, com um toque de erotismo, que faz com que saibamos exatamente o que as personagens sentem. Me lembrou muito o livro de Mário Vargas Lhosa, Travessuras da Menina Má, na forma como as personagens se envolvem e expõem seus sentimentos mais humanos. O autor também escreveu alguns roteiros de filme, bem na carne, que eu assisti, O Invador e O Cheiro do Ralo, que eu nem sei dizer se gostei ou não, pois me perturbaram, mas eu recomendo pois ambos tem um estilo de filmagem que eu gosto muito e cenários interessantes, amo fotografia!

Esse livro me foi emprestado pela Geórgia e eu adorei! Valeu, G!

sábado, 4 de abril de 2009

Mais sobre biblioteca

Hoje, eu, o Ravi e o Tutu, fomos na biblioteca do nosso bairro, Signal Hill, fazer nossas carteirinhas, minha e do Arthur.
A biblioteca é muito bonita por fora, bem grande, mas eu achava que fosse a mesma coisa que a que conhecemos no outro dia, a do Shaganappi, mas quando nós entramos, ficamos surpresos, ela é muito grande e bonita, parece com as livrarias que a gente ia em São Paulo, bem organizada... Era como se estivéssemos na livraria Cultura!
A parte de crianças é muito bonita e tem muito títulos, tem mesinha para eles lerem e computadores, as crianças, muitas, estavam super a vontade. A parte de adultos também era enorme, tanto que eu nem terminei de ver, já que o pequeno estava querendo ir pra casa para montar um robô, mas deu pra alugar um monte de coisas.
Eu fiquei muito feliz em ver que o dinheiro que pagamos por impostos é muito bem aplicado e que as pessoas usam esses lugares. Fiquei feliz também em saber que não precisamos comprar livros, pois podemos achar todo tipo de livros ali mesmo.
O mais legal foi saber que ainda temos muito o que conhecer nessa cidade, que estava me parecendo que já não tinha mais muito a me mostrar ;)
O site das bibliotecas é esse aqui e se vocês quiserem conhecer ao vivo, sei que não vão se arrepender!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sobre o audio-book

Como eu contei, eu aluguei um audio-book na biblioteca chamado Christmas Shoes (não achei nada sobre a estória) e fiquei com um pouco de medo de não entender, pois meu entendimento de inglês é restrito, mas como o aluguel é gratuito achei que valia a pena e valeu!

A estória é bem simples, como eu achei na hora que li a caixinha do cd, mas muito emocionante. Se trata de um homem ganancioso, Robert, que acaba se envolvendo tanto em ter, que esquece que o melhor é ser. Ser feliz com as mínimas coisas, como por exemplo a própria família. Também conta sobre um menino, Nathan, que está perdendo a mãe, que tem câncer e que sempre viveu de forma feliz com as simples coisas, ensinando para a família a importância de ser feliz. Um dia os dois se encontram, Robert e Nathan, em um shopping e o menino, sem perceber, mostra para Robert que ele não conhece a própria família, mudando a vida dele.

Falando assim parece um livro bobo, mas às vezes é legal ver essas coisas, ou ouvir para a gente prestar um pouco de atenção na própria vida, avaliar o quanto a gente pode ser egoísta, dando brinquedos para um filho, enquanto o que ele mais precisa é de um pouco de atenção, um beijo ou um ouvido.

Fiquei feliz em ter entendido a estórinha, que vem em 3 cds e me empolguei, vou alugar muito outros!

Enquanto eu ouvia, lembrei de uma coisa que acontecia quando eu era criança...Uma moça que ajudava a minha mãe em casa, gostava de ouvir na rádio AM o Gil Gomes, ele contava histórias mega sangrentas, como o Crime da Mala e eu adorava ficar sentada na mesa ouvindo, com um olho arregalado e depois morrendo de medo, mas era muito bom poder imaginar aquilo tudo!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Na Biblioteca e umas vacininhas.

Ontem nós fomos levar o pequeno pra vacinar. Ele chegou todo se achando, falou desde a hora que chegou da escola que estava pronto pra ir no médico (ele não sabia que iria tomar vacina!), então quando chegamos lá ele já tinha uma lista de problemas para resolver com o doutor.
Na sala de espera, toda vez que uma família entrava em um consultório só ouvíamos um grito, choro e nós, eu e o Ravi, já sabíamos que se tratava da dita vacina. O Arthur quando ouvia o choro tampava o ouvido e reclamava que nem o Zé Buscapé e eu dizia: "Não faz assim, deve estar acontecendo alguma coisa, Não faz isso que é feio..." Aquele papo de mãe, mas ele continuava a reclamar, até que chegou a nossa hora de entrar e ele me solta um : "Até que enfim!", nem preciso contar que quase me enfiei embaixo das cadeiras, né?!
Bom, nós entramos, ele sentou na cadeira ao lado da enfermeira e quando ela penguntava alguma coisa ele já falava, qualquer coisa, mas falava...
Daí, ela começou a preparar as vacinas, eram 3, duas em um braço e uma em outro, e ele começou a ficar vermelho...veio pro meu colo e aí começou a sessão de dardo.
Na primeira ele ficou vermelho que parecia que ia explodir, mas segurou o choro, na segunda falou "Auuu" e uma lágrima saiu, na terceira saiu um grito de "Aaaauuuuu", daí ele chorou, mas um choro contido, daí abriu a porta e reclamou: "Eu não volto mais nesse lugar!", só faltou um passar bem no final.
Ele ficou bravo sentou pra esperar o efeito da vacina soltando fogo pelas ventas e de vez em quando soltava um "Isso não é justo", bom, eu expliquei o motivo das vacinas, mas na hora da raiva não adianta muito.
Depois de lá, fomos numa biblioteca municipal que fica no mesmo prédio que o centro de saúde, daí ele se animou, principalmente quando viu que lá tem um monte de DVDs do Arthur, desenho que ele adora.
Fazia tempo que eu queria ir lá, mas nunca dava certo, dessa vez não teve muita desculpa. Eu amei o lugar, tudo é muito arrumado, tem livro sobre tudo e todo mundo fica super a vontade.
Eu aluguei o filme Anne of Green Gables que eu só assisti a partir do segundo, pois na locadora o primeiro desapareceu, e aluguei também um audio-book: Christmas Shoes, que me pareceu bem interessante.
Eu recomendo a todos irem na biblioteca, pois aqui tem tantas e não deixa de ser um lugar a conhecer, mesmo para os que não gostam tanto de ler, de repente acende uma luzinha, não é?!
Bom, agora vou continuar ouvindo o meu audio-book, que está bem legal!

terça-feira, 10 de março de 2009

Que confusão, né, gente?! Mas tudo o que aconteceu, com esses posts são opiniões diferentes, nada mais.
Bom, mas vamos falar de coisas mais leves...
O equinócio de primavera (será que equinócio está certo pelas novas regras???) está chegando, é dia 20 de março, mas o inverno não está com a menor cara de que vai nos deixar, pelo contrário o frio apertou bastante e parece que alguém aperta mesmo, parece que alguém dá uma espremida no céu para que caiam os restinhos de neve do céu e o restinho não é pouco, nevou bastante...
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No sábado nos fizemos um encontro com amigos aqui em casa, para que eles pudessem conhecer o nosso cafofinho e foi super divertido, pena que a Eliane caiu no gelo que acumulou aqui em frente e machucou o braço, nós ficamos bem preocupados, mas o rapaz que limpa a neve, agora, tem jogado bastante sal, espero que ninguém mais se machuque.
Tinham umas 20 pessoas por aqui, entre adultos, adolescentes e crianças e o bom de ter uma casa mais bem dividida é que cada grupo ficou em uma canto, então não ficou muito tumultuado, pra falar a verdade nem vi a cara do Tutu, só o vi na hora que ele subiu, veio pro meu colo e durmiu.
Não vejo a hora de chegar o verão e podermos fazer um churras no quintalzinho. Nós amamos churrasco, mas infelizmente no inverno não achamos carvão (nossa churrasqueira não tem gás).
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O Ravi comprou o 4o (quarto) livro da Anne, Anne of Windy Poplars, para mim e eu já comecei a ler, nunca imaginei que fosse gostar tanto de um romance como estou gostando desses, já estava até com saudade dela nesses dias sem ler a série.
Ele comprou o livro no meu sebo favorito Wee Book Inn e trouxe a triste notícia de que o sebo vai fechar, tomara que a outra livraria deles, que fica em Kensington, não feche também, pois mesmo tendo outros sebos por aqui, eles tem um precinho bem legal pelos livros.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Eu ainda não terminei de ler o livro Nome da Rosa, mas vou ter que deixá-lo para uma época mais apropriada. Esse frio e o livro muito sério não estão me agradando, como não dá para mudar o tempo, vou pausar o livro.
Estava lembrando que uma vez eu cheguei em casa, não sei de onde, e liguei a televisão, que na época estava no meu quarto, no canal Futura, e estava começando o Faixa Comentada, no programa ia passar a série da Globo: Tenda dos Milagres, baseada no livro de Jorge Amado. Eu ainda morava com os meus pais. Assisti todinha, e fiquei fascinada com a estória e sempre quis comprar o livro. Procurei bastante e acabei comprando vários do Jorge Amado, mas esse eu nunca achei pra vender, sempre tinha que fazer encomenda, mas como gastava o dinheiro com outros nunca comprei.
Hoje, voltando da escola do Arthur estava um solzinho morno e bateu aquela saudade do calor e voltei a lembrar do dito livro. Entrei em um site de e-book e acabei de baixar. Estou super empolgada para começar a ler, ainda mais agora que o Ravi está super leitor...
O Nome da Rosa eu vou ler quando estiver quente, assim que o verão começar.
Quero mais me imaginar na Bahia!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O livro da minha vida

Eu leio muito, tenho fascínio pela leitura e não só por isso, tenho fascínio pelo livro, o objeto, adoro pegar, sentir as páginas e o cheiro de papel...

A minha lista de livros tem alguns de que me lembro, a maioria lidos no período de 10 anos, mas existem os que eu li antes e que vou me lembrando aos poucos e acrescentando à lista.

Eu aprendi a escrever com 5 anos, meu nome e mais alguma coisa, mas com essa idade foi o começo do meu amor pelas palavras, quem me ensinou a escrever foi a minha prima, meio irmã mais velha, Beth, ela me ensinou a escrever porque eu queria fazer uma cartinha pro Betinho, um menino da minha classe e que eu dizia ser meu namorado. Alguns anos depois, já sabendo ler e escrever, a Beth estava fazendo cursinho e chegou em casa com o material e contou que estava lendo Dom Casmurro, estava toda empolgada e eu fiquei fascinada, me deu a maior vontade de ler algum livro de autor famoso e importante, saber porquê são tão lidos. Esse foi o princípio do meu amor por livros e a madrinha é a Beth (acho que nem ela sabia a importância que tem nessa parte da minha vida!).
O livro da minha vida é O Cortiço, de Aluizio Azevedo, esse livro eu li, provavelmente, quando estava na 7a série e foi tão marcante que acabou virando um livro de cabeceira. Um livro que sempre leio quando nada parece ser interessante, e sinto como se tivesse voltando no tempo.
O lugar, o cortiço, é o ponto central da estória, um elemento vivo, que dorme, acorda, dança e pulsa, tudo através de personagens, que nós vamos conhecendo e nos envolvendo, como se estivéssemos espionando, ou como se fôssemos alguém que ninguém nota que está presente. Durante as minhas leituras me vejo como uma das pessoas batucando para Rita Baiana dançar, ou uma lavadeira, ou alguém que está na cozinha vendo Bertoleza fritar sardinhas.

A riqueza de descrições, para mim, é algo de suma importância em um livro, pois gosto de me transportar para o universo do livro, e esse é campeão.

Sinto nesse livro, algo de melancólico, mesmo sabendo que ele tem um cunho político, naturalista, tratando de assuntos delicados da época. É um livro que me faz viajar no tempo e me coloca em um lugar de vida, com pessoas simples, vulgares e instintivas, quase animais, mas que por isso são mais humanas.


Espero ter conseguido explicar sobre o meu livro!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Blogagem Coletiva


Caso deseje participar:

1. Deixe seu nome e blog na caixa de comentários nesse blog aqui;

2. Leve o selo da coletiva ;

3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;

4. Prepare na data marcada um post falando sobre o livro, sobre a experiência de lê-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do livro da sua vida, você é quem manda

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Para gostar de ler...

A Tania, uma amiga que está na espera para vir pro Canadá, me mandou um link de um site bem legal de incentivo a leitura, lá a gente pode ver clipes dos livros. Achei a idéia genial, e como sou totalmente a favor da leitura, resolvi colocar aqui pra vocês verem.

Taninha, muito obrigada! Beijo bem grande!!!

http://www.livroclip.com.br/

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Um passeio meio atrapalhado

Eu sou uma pessoa sem noção, quando me dá na telha de fazer algo eu vou e faço, não penso muito em mais nada, só vou. Pois bem, ontem foi um desses dias...
Ontem estava um dia lindo e morno (warm, como o pessoal diz por aqui) com um Sol maravilhoso, então fui buscar o Tutu na escola e decidi ir na livraria comprar um livro sobre como montar pontes, que a professora dele está usando com a classe e que ele está adorando.
A livraria fica perto de casa, se for de carro, mas de ônibus (que é o meu caso) fica longe, pois o ponto é no meio de um nada gigante rodeado por lojas, no Signal Hill.
O ônibus que ia pra lá, que é o mesmo que eu vou pra qualquer canto, demorou um tempão pra chegar e quando chegou estava lotado (o que não era um bom sinal), mas o Tutu queria muito ir na livraria, então mantive a idéia. Chegamos na livraria e não tinha o livro, então fiz a encomenda e deixei pago, saí com mais uns livros de colorir e uma criança feliz.
Não sei que horas eram, o celular estava com o Ravi e eu estava com uma sensação de que ele estava preocupado. Chamei um taxi, mas esse ia demorar 1 hora pra chegar. Aquilo não era um bom sinal...
Fui pro ponto de ônibus que estava vazio (isso também não era um bom sinal). O Tutu estava com fome, também já era de noite, então fomos no Subway em frente ao ponto e quando estava fazendo o pedido o nosso ônibus passou. Bom, se tá no inferno abraça o capeta...
Sentei pra comer sempre de olho no ponto e morrendo de preocupação, pois se eu saísse pra procurar um telefone o ônibus podia passar, porque aqui é o lugar mais difícil de se encontrar um telefone e um banheiro públicos, um telefone público, com um banheiro, em frente a um ponto de ônibus, esquece, é miragem.
Fomos pro ponto e passaram, a partir da hora que eu resolvi contar, 10 ônibus fora de serviço, a essa altura, eu que tinha ido com uma roupa quentinha, mas para um dia de sol, já estava congelando, o Tutu não tava nem aí, pois eu coloquei toda a roupa que ele estava usando de manhã, quando ainda estava frio.
Quando o ponto já estava lotado e ninguém mais sabia que horas o ônibus ia chegar ele chegou, quando eu cheguei em casa estava tudo aceso. A única coisa que passou pela minha cabeça foi: Deu merda!
Bom, depois de um tempo o Ravi chegou, com um olho arregalado, já tinha ligado pra polícia, pra Cecília, pro Papa, pra todo mundo. hahaha.
Será que é tão raro assim eu dar uma voltinha que o sequestro de um ônibus no Canadá é mais provável? Acho que eu preciso sair mais e, CLARO, comprar um outro celular. ;)

domingo, 23 de novembro de 2008

Fim-de-semana bem tranquilo.

Esse fim-de-semana foi para passear, fomos no cinema, no sábado, para assistir Bolt, um desenho bem bonitinho da Disney em 3-D e aproveitamos para comprar uns cds e um estojo para cds e dvds, já que os nossos estavam uma bagunça.
No domingo, hoje, nós fomos na livraria Indigo, do Signal Hill, eu não dava muito por ela, mas me surpreendi ao entrar, a livraria é enorme e tem a mesma cara da Chapters, já que é da mesma rede, mas com um diferencial, a parte infantil é maravilhosa, pois não tem só um monte de brinquedos, ela tem vários títulos, inclusive enciclopédias sobre tudo que se imagina, para crianças, e um monte de livros antigos que foram reeditados, uns até que eu não conheço, mas que já foram pra lista de próximos livros, porque eu amo livros de todos os tipos e idades.
Eu fui na Indigo pois queria comprar um Reader's Journal, que é uma espécie de diário, ou agenda, de leitor, que também é um organizador, onde tem espaço pra tudo, até comentários de livros e listas de próximos livros e livros já lidos, a minha cara. Eu tinha visto isso na Chapters do Chinook, mas quando eu fui ontem não achei, mas hoje eu comprei. O nome da agenda é Smart Women read between the lines, reader's journal, nome bem sugestivo, não?! Eu recomendo para todas as leitoras fervorosas como eu.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E esses dias...

Esses dias tem nevado e o frio veio pra valer, embora as previsões digam que o tempo vai esquentar no fim-de-semana, mas é um esquentar nos padrões Calgary...
Como eu terminei o meu livro em português, comecei a ler outro, de Umberto Eco, O Nome da Rosa, mas dessa vez, por ser um livro um pouco mais complexo, eu estou fazendo um estudo do livro, fazendo algumas anotações e pesquisando um pouco na internet, o que está sendo bem gostoso.
Esse livro é cheio de simbologias, já que o autor é um estudioso, ou um mestre em semiótica, que é a ciência dos símbolos, estudando os fenômenos culturais como se fossem símbolos (sistemas de significações). Outro assunto que aparece no livro e que me fascina é o empirísmo que é o uso do método científico, como forma de esclarecimento. Como o livro mostra a transição de duas épocas, Idade Média à Idade Moderna, é bem interessante perceber o choque que acontece entre a ciência e a religião.
Ainda estou no começo, mas bem animada, pois o filme é maravilhoso e o livro, pelo que dizem é bem melhor, geralmente os livros em que os filmes foram baseados tendem a ser bem melhores.
Bom, então é isso, friozinho e um bom livro, podem ser boas companhias nesse inverno que está só começando.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Comer, Rezar, Amar de Elizabeth Gilbert

Acabei de ler um livro maravilhoso que me foi dado pela querida Eliane, o livro se chama Comer, Rezar, Amar de Elizabeth Gilbert, e é simplesmente maravilhoso!!!
Um livro a ser sorvido em pequenos goles.
O livro é sobre a busca pela autora por auto-controle, por paz interior, mas não é um livro entediante cheio de dicas de bem-viver, é sim um relato tragicômico da sua busca após anos de tormento por conta de separações. Me senti como se estivesse lendo um blog, ou como se ela estivesse me contando um segredo, pois a forma como ela escreve é bem irrevente e impessoal, bem descontraída, como uma conversa.
Eu indico esse livro para todas as pessoas, principalmente às mulheres, pois tenho certeza de que elas (todas) irão se identificar muito com a personagem.
O mais interessante de ter lido esse livro, foi como ele me fez pensar em tantas coisas que estão acontecendo comigo nesse momento e como a solução dos problemas pode ser bem mais fácil do que achamos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sobre as minhas leituras

A alguns anos eu assisti ao filme As Horas, um filme meio controverso quanto às opiniões de quem o assiste, mas que eu gostei muito. O filme se passa em três tempos diferentes e com mulheres obviamente diferentes, mas que estão interligadas de forma muito sutil. O primeiro conta uma parte da vida da Virginia Woolf em que ela está escrevendo um livro, o segundo de uma mulher grávida que está lendo o livro escrito por Virginia Woolf e o terceiro de uma mulher que está vivendo a mesma situação da personagem do livro, Mrs. Dalloway.
Fiquei muito curiosa em ler o livro que se chama, como a personagem, Mrs. Dalloway, procurei bastante no Brasil por esse livro, mas não consegui achar nenhum exemplar traduzido e nem sem tradução...
Quando eu estava morando em Santos o meu pai me deu a coleção da Folha, com grandes autores e entre eles estava um livro dessa autora, Rumo ao Farol, eu li ferozmente e amei a forma como ela escreve. Fiquei tão envolvida que mal sabia, depois de um tempo, se tinha assistido um filme ou se era um livro, só fui desvendar esse mistério quando estava separando uns livros para trazer para cá.
Quando eu fui ao Brasil, estava no aeroporto aqui de Calgary e achei o livro Mrs. Dalloway em inglês e resolvi comprá-lo, estou lendo e adorando!
É um livro que trata basicamente de um dia em que a Mrs. Dalloway resolve dar uma festa, então ela começa a ter lembranças de tempos passados, ela sai na rua para comprar as coisas para a festa e vê pessoas com quem ela já esteve algum dia.
O livro é sobre a nostalgia, ao meu ver, repleto de referências a vida e pensamentos da própria autora, que era muito depressiva.
Bom, recomendo a todos que leiam algum livro de Virginia, pois além de ser uma ótima escritora, tem uma forma bem interessante de escrita, bastante descritiva e muito relacionada com os sentimentos das suas personagens.
Espero um dia poder ler algo mais dela e recomendar a vocês!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sobre o Ensaio sobre a Cegueira

Acabei de ler um livro maravilhoso, Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, quem me indicou esse livro foi o Raphael, o Chuck, um grande amigo.
O livro trata não só da cegueira como diz o título, mas a que ponto pode ir a miséria humana em dada condição, mostra a humanidade por trás das máscaras, pois depois de um tempo sem poder ver, julga-se que não se está sendo visto e todos os pudores acabam por desaparecer com as imagens. Se os olhos são as janelas da alma, sem ver todos são como almas penadas vivendo no inferno da própria humanidade, na Terra.
O autor segue uma forma muito pessoal de escrita, onde não se encontram pontuações quando as personagens se manifetam e nem as personagens tem nomes, apenas são descritas por alguma característica particular, mas por ser um livro bem ativo e muito envolvente fica bem fácil se familiarizar com elas. Também é escrito em português de Portugal, mas não difere muito do nosso português, apenas parece um pouco mais formal.
Esse foi o primeiro livro do Saramago que eu li, mas já separei outro do mesmo autor, chamado História do Cerco de Lisboa, que eu não vejo a hora de começar a ler.
Ah, e se alguém que estiver por aqui quiser algum livro é só passar aqui no meu pedaço, pois eu trouxe vários livros do Brasil.
Aah! e para quem estiver no Brasil (ou conseguir baixar) eu indico o documentário Janela da Alma, que trata da visão e conta com o relato de várias pessoas ilustres incluindo o próprio José Saramago.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Dicas literárias

Nos últimos tempos eu tenho lido bastante e feito algumas buscas por bons e bonitos livros. tenho comprado alguns livros de gravuras e fotografias, minha coleção está ficando cada dia mais rica.
Aqui em Calgary tem alguns sebos bem interessantes, já ouvi falar de muitos, mas fui visitar dois que me agradaram muito, pelo preço e qualidade dos livros. Sempre gostei muito de livros usados, acho interessante ler um livro que já foi lido por alguém, principalmente os que vem com alguma dedicatória.
Os dois sebos que eu visitei ficam na 17th Ave SW, um fica ao lado da Rogers Video e tem como maioria dos livros os Pocket Books, aqueles livrinhos com encadernação simples e papel de baixa qualidade, muito bons para lermos em ônibus e carregar na bolsa. Lá eles têm muitas categorias desse tipo de livro, muitas prateleiras divididas por ordem alfabética e por categoria, onde se pode encontrar por vezes até uma coleção inteira de determinado autor. É uma livraria um pouco informal, mas muito aconchegante. Também tem livros um pouco melhores, cds e dvds. Os preços são muito acessíveis, podendo se encontrar livros de boa qualidade por apenas CAD 2,00, é impossível sair de lá sem levar pelo menos um livro.
O outro sebo fica na 17th Ave SW com a 14th St SW, é um sebo bem organizado, bem grande com livros de todas as categorias também, mas um pouco mais caro, mas muito bom de se encontrar livros de assuntos mais específicos, ou científicos. A parte de livros infantis e infanto-juvenis é muito rica e bem organizada em ordem alfabética. As crianças que vão ficam bem distraídas e os pais podem se divertir sem preocupação. Pude comprar um livro alemão de fotografias da Anne Geddes, que estava novo. Lá eles têm um lugar onde restauram os livros, o que mostra que além de tudo eles prezam pelo produto.
Outro lugar muito bom de se comprar livros bons, novos e baratos é a livraria Chapters (uma rede de livrarias, que tem lojas por toda a cidade) além de ser uma livraria imensa, onde se pode encontrar todo tipo de livro, tem uma parte que é como se fosse uma baciada, onde ficam os livros que encalharam ou estavam para ser manuseados, lá tem livros de todos os preços e de assuntos variados, achei bons livros por preços que vão de CAD 5,00 à 10,00, por vezes é preciso remexer um pouco para encontrar algo que agrade, mas vale muito a pena.
Também peguei um livro no supermercado COOP, mas lá você apenas faz uma doação de no mínimo CAD 0,50, mas não há muita variedade de livros, na verdade quase não tem livros.
O meu inglês ainda não é essas coisas, mas tenho certeza que ele melhorou bastante depois que passei a ler livros em inglês, pois lendo não há exigência de tempo, podendo se digerir e assimilar o vocabulário tranquilamente, o que por vezes não acontece com filme, muito embora os filmes também sejam uma ótima forma de se adquirir vocabulário e principalmente a pronuncia.
Espero que quem venha ou esteja aqui possa aproveitar da minha dica e se tiver alguma dúvida é só mandar.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Errei o nome de um dos livros que eu estava lendo, na verdade o título em português do Brasil é Através do Espelho de Jostein Gaarner, eu o acabei hoje, adorei!
O que eu li foi um e-book e era português, então o título era outro O enigma e o Espelho, agora vou ler outro, esse retiro literário está sendo muito bom. hahaha.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mais um pouco sobre livros...

Hoje eu acabei mais um livro, na verdade é um livro que já tinha lido, mas agora eu li com outro ânimo. pois eu credito que cada livro tem o seu tempo para ser lido, já que envolve a sua emoção no momento em que está lendo. O livro que terminei foi A Casa das Sete Mulheres, um livro maravilhoso e que conta, através de uma aurea romântica, a Revolução Farroupilha.
Na época que eu o li achei um pouco entediante, enquanto uma amiga que o leu, achou super interessante, como eu o achei agora.
No momento estou lendo mais dois livros nunca lidos e um numa espécie de leitura em conjunto, em que o conjunto sou eu e o Ravi, e o Arthur por tabela. Estou adorando ler O Mundo de Sofia junto com o Ravi, me faz lembrar quando eu era criança e a minha mãe nos reunia (eu e meus irmãos Danilo e Felype) durante as noites para lermos juntos, cada um lia um capítulo, o que nos criou esse hábito por leitura que é quase um vício (saudabilíssimo!). Lógico que na época nós gostávamos de ler livros infantis e todos gostavam do mesmo estilo, mas agora cada um tem seu estilo e o meu são os históricos e de filosofia, na verdade eu não gosto muito do estilo que os meus gostam que é ficção científica, salvo raras exceções, como Operação de Tróia, que é amado e odiado com a mesma intensidade por muito leitores.
Os outros livros que estou lendo são Anne of Avonlea e O Enigma do Espelho, sendo que o livro sobre Anne eu estou lendo bem vagarosamente, pois é um romance mais simples e por incrível que pareça eu tenho um pouco de dificuldade nesse tipo de texto, prefiro os mais intensos.
Apesar de ter uma fila enorme de livros não lindos, o próximo que será lido por mim é mais um que eu já li: Operação Cavalo de Tróia 7, mais um livro que eu li na época errada, mas acredito que o problema era realmente comigo, já que tinha lido os outros 6, um após o outro, sendo um por mês.
Bom, se alguém tiver alguma sugestão de leitura, ou gostar de comentar sobre algum livro, por favor, fique a vontade!