Estou fazendo planos de ir para o Brasil em outubro, é que uma amiga, muito querida vai casar e esse casório eu não perco por nada, porque além de amiga ela foi quem pegou o buquê no meu casamento, me sinto meio responsável pelo futuro acontecimento. hahaha.
Até agora a saudade da terrinha estava sendo bem controlada, mas nos últimos tempos, acho que por ter ficado muito tempo sozinha, enquanto o Ravi viajava, me deu saudade da Terra Brasilis e de ser filha, deu saudade de rever os amigos, poder sair a noite para dançar, relaxar um pouco com rostos conhecidos. A coisa que eu mais sonho quando penso em Brasil é poder respirar o ar poluído de São Paulo, andar pela Paulista e ir em shopping, até da 25 de março em véspera de Natal estou com saudades. Acho que sou urbana demais!
Mas é verdade, já me programei de ir para São Paulo, vou deixar o Tutu com a minha mãe e passar o dia por lá, só revendo meus bons, velhos e loucos amigos. Uma coisa que eu sinto muita saudade é de ir buscar o Ravi no trabalho, era um trânsito do cão, pois eu ia da Aclimação até o Itaim, passando pelo Parque do Ibirapuera às 5 da tarde, mas eu e o Arthur adorávamos, ele porque ia vendo todo o movimento e logo se embalava num soninho de dar inveja e eu porque ia ouvindo música e em cada parada podia ver aquele Parque lindo de morrer. Posso dizer que não é saudade de quem está morando longe, não, eu gostava mesmo, e no final, quando chegava no prédio do trabalho dele, sempre rolava um bate-papo na porta com o nosso amigo Fabrício.
Bons tempos.
Sempre soube que ia sentir falta disso, tanto que fiz esse trajeto junto com o Tutu antes de vir, com o Ravi já estava aqui, só para ter certeza de que essa lembrança ia ficar bem guardada.
Eu sempre digo que quando voltar para o Brasil não quero morar em São Paulo, que quero ir para o interior, mas é mais pela segurança, se fosse pela minha escolha, moraria no mesmo lugar que morava, com a vista do Parque da Aclimação, que pode ter um dos lagos mais poluídos do mundo, mas que tinha a paz que todo paulistano precisava num momento de stress, eu adorava passar por lá depois de uma prova bem ferrada, ia na contra-mão dos transiuntes, vendo todo mundo passando por mim, era muito legal ver a cara das pessoas de frente, enquanto elas estão se exercitando e você só andando de volta para casa, passava no carrinho de pastel comia um de carne e um guaraná, sempre trazia um pro pequeno que pira no pastel.
É estranho, porque eu sou de Santos e podia estar sentindo falta de praia, mas não estou, penso que pode ser porque passei momentos de angústia pré-vinda na praia, acho que associei, sei lá, mas para mim Santos virou uma cidade triste, quando voltar vou ter que fazer se transformar em alegria de novo, mas acho que um churrasco tem essa capacidade de transformação.
Nossa, desabafei! hahaha. Mas adorei!