segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A vida me ensinou mais uma coisa.

Hoje estava indo levar o Tutu para pegar o ônibus e uma das mães nos chamou para irmos de carro, o ponto é perto, bem perto, mas estava um friozinho nada confortável para quem se arrastou de uma cama quentinha, chegando no ponto descemos do carro para conversar com a mulherada, despachamos os pequenos e ela me deu uma carona de volta. Eu a chamei para entrar e ela aceitou toda feliz (acho que ela me chamou com a intenção de vir aqui. hahaha), entramos, fomos fumar um cigarrinho na varanda, que ela mesma sugeriu, pois sente falta de poder fumar um cigarrinho com alguém pra conversar, eu achei graça, depois sentamos na cozinha para tomar um cházinho.
A nossa conversa foi muito boa, foi tão sincera, tão longe de querer aprovação... Às vezes, eu sinto que as pessoas dizem as coisas não porque estão sentindo aquilo, mas porque se sentem obrigadas a sentir, porque sabem que se forem elas mesmas podem ser deixadas de lado. Eu já me senti castrada por aqui, tive que ir pro Brasil para encontrar o melhor de mim e voltar com a certeza de que nunca devemos abandonar a nossa essência para agradar o outro, pois isso dói, a gente fica perdido e mais sozinho do que nunca, agora nós estamos mais afastado das outras pessoas, mas mais perto de nós mesmos, do nosso melhor.
Foi bom poder dar risada de coisas bobas, conhecer um lado divertido de alguém e falar abobrinhas, dando risada até a bochecha ficar doendo.
Essa nova amiga é canadense, já teve muitas experiências de vida e poder compartilhar isso com uma pessoa de outra cultura é muito interessante. Falando com ela eu percebi que o ser humano é igual, que todos nós estamos vivênciando novas experiências, estando em nosso próprio país ou fora, tudo é um grande aprendizado.

4 comentários:

Eliane disse...

Oi Sô,
sào experiências que não tem preço.
Parabéns, Eliane

Soraya Wallau disse...

Bjinhos!!!

Paola Tavares Silva Wortman disse...

SO, QUASE CHOREI COM ESTE POST SEU ... VC NAO SABE QUAO FUNDO ME TOCOU. EU VIVI ESTA REALIDADE POR QUASE 14 ANOS. E', PODE-SE DIZER QUE EU DEMOREI UM TEMPINHO PRA ME CONECTAR NOVAMENTE COM QUEM EU REALMENTE SOU. CHEGUEI AQUI MUITO NOVINHA (18) E ME ESFORCEI AO MAXIMO PRA ME ADAPTAR, NA VERDADE ME ESFORCEI DEMAIS E ACABEI ME VIOLENTANDO, MEU SER MINHA ESSENCIA... ME SENTI SO POR MUITOS E MUITOS ANOS. E COMO VC DISSE MUITO BEM DITO "porque se sentem obrigadas a sentir, porque sabem que se forem elas mesmas podem ser deixadas de lado". EU NAO FUI PRO BRASIL "para encontrar o melhor de mim e voltar com a certeza de que nunca devemos abandonar a nossa essência para agradar o outro, pois isso dói, a gente fica perdido e mais sozinho do que nunca". FUI NUMA PSICOLOGA, MEU ANJO DA GUARDA E GRACAS A SUA AJUDA EU ME REENCONTREI E TIVE FORCAS O SUFICIENTE PRA DECIDIR QUE ISRAEL NAO E O MEU LUGAR, POR MAIS QUE SEJA DIFICIL DEIXAR TODA UMA VIDA, UM NIVEL SOCIO-ECONOMICO, UMA ESTABILIDADE FINANCEIRA E ME AVENTURAR COM 3 FILHAS E MARIDO. NAO ME SINTO AFASTADA DAS OUTRAS PESSOAS, MAS TENHO UM BRILHO BONITO NO OLHAR POIS AGORA EU SEI QUE ACIMA DE TUDO EU ME RESPEITO E ME ACEITO, SEM TENTAR SATISFAZER AS EXPECTATIVAS DE TERCEIROS.
E ISSO! E FICO FELIZ POR VC TER ENCONTRADO UMA BOA AMIGA (A NACIONALIDADE NAO IMPORTA!).
BEIJOS!! PAOLA

Soraya Wallau disse...

Oi Paola, pois é, acho q todo mundo um dia passa por essa situação, cedo ou tarde, mas esse é mais um dos grandes ensinamentos da vida, né?! Mas nunca é tarde para mudar, mudar de rumo, de cabelo, de amigos, mudar tudo, a vida é uma grande aventura e ninguém chega a lugar nenhum estando acomodado.
Bjo bem grande e tudo de bom!