terça-feira, 15 de setembro de 2009

Feira Hippie do Terceiro Mundo

O Tutu está bem melhor, soltou tudo e agora já está pronto pra bagunçar.
Ontem eu tive um surto criativo e fiz uns desenhinhos, quando eu era mais nova tinha muitos surtos e aí partia para a parede do meu quarto, inventava mil e uma, também gostava de desenhar num caderno, inventar personagens, copiar móveis, os móveis eram os meus favoritos, gostava de desenhar os da minha mãe e de inventar novos, baseados nos que a gente tinha em casa. Pois, ontem me veio a idéia de fazer algo pra minha parede, entrei em um site japonês e fiquei vendo os desenhos, daí fiz um que ficou bem bonitinho, anotei o material que gostaria de usar e quando o Ravi chegou fui comprar.
Fiquei muito frustrada, primeiro por ter tido que esperar pelo Ravi, pois se fosse no Brasil eu iria na esquina e acharia tudo, mas aqui as coisas são um pouco difíceis de ser encontradas. Fui no Wallmart, que é um lugar onde eu costumo encontrar o básico, mas nem o básico eu encontrei por lá, a loja que eu fui estava meio vazia e não tinha ninguém, para atender, ou melhor, tinha mas tava no telefone. Não encontrei o tecido que eu queria, nem nada que pudesse substituir, então só comprei uma entretela colante e um tecido branco...Depois de lá fui em uma loja que é especializada em arte, a Michels, mas a tela era cara, não tinha tecido de metro e a tinta, que podia ser uma opção, estava os olhos da cara, saí de lá com uma tela muito pequena e com uma cara de poucos amigos. Fiquei bem chateada, porque é tão rápido e fácil quando a gente tem uma idéia, mas pode ser tão complicado colocá-la em prática.
Chegando em casa a idéia foi se transformando, olhei o material que eu tinha e quando eu vi já tinha feito um outro desenho.
Eu estava pensando no preço das coisas para artesanato aqui e percebi que o artesanato só pode ser um hobbie ou um luxo. Por aqui não existe nenhuma feirinha hippie, como no Brasil, onde você encontra coisinhas originais e baratas, aqui, tudo vem pronto de outros países como a China, essas coisinhas são baratas, mas feitas em série, nada originais, se quer originalidade, você entra no luxo, aí tem que pagar...A conclusão que eu cheguei é que por aqui um artesão passa fome, ou então muda o nome para artista (não que artesão não seja, mas...), cobra caro, barato vem de outros países, então... aqui é a feira hippie do Terceiro Mundo.

4 comentários:

Eliane disse...

Oi Sô,
adoro uma feirinha. Não sou de comprar, mas fico passeando e curtindo, quando morava em São Paulo adorava ir em Embu das Artes só para passear nas feirinhas de lá. Durante anos eu e as crianças fomos no dia das mães deu uma saudade danada.
Bjcas, Eliane

Paola Tavares Silva Wortman disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paola Tavares Silva Wortman disse...

so, leia seu post outra vez.
me parece que vc econtrou uma profissao muito bem sucedida, e que vc podera trabalhar apaixonadamente nela, pois e uma coisa que nasce dentro de vc. olha so o as coisas que vc escreveu! vc pode alem de ser decoradora de interiores, vender seus trabalhos originais de arte, tanto a parte, quanto como parte do projeto de decoracao.
eu nao estou enganada, veja como vc descreve com amor os desenhos, o design dos moveis ... quem sabe esta nao e a sua direcao?
se os artigos originais custam caro, isto significa que depois que vc os fizer vendera por um preco alto. em toda cidade ha clientela pra todo preco. vc so tem que entrar em contacto com as pessoas que estao dispostas a pagar caro por originalidade. nao digo que seja facil, mas vale a pena tentar, nao acha?!
beijos!! paola

Soraya Wallau disse...

Valeu Paola! Só não sei se sou tão corajosa. hahaha.
Bjinhos