sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Um passeio meio atrapalhado

Eu sou uma pessoa sem noção, quando me dá na telha de fazer algo eu vou e faço, não penso muito em mais nada, só vou. Pois bem, ontem foi um desses dias...
Ontem estava um dia lindo e morno (warm, como o pessoal diz por aqui) com um Sol maravilhoso, então fui buscar o Tutu na escola e decidi ir na livraria comprar um livro sobre como montar pontes, que a professora dele está usando com a classe e que ele está adorando.
A livraria fica perto de casa, se for de carro, mas de ônibus (que é o meu caso) fica longe, pois o ponto é no meio de um nada gigante rodeado por lojas, no Signal Hill.
O ônibus que ia pra lá, que é o mesmo que eu vou pra qualquer canto, demorou um tempão pra chegar e quando chegou estava lotado (o que não era um bom sinal), mas o Tutu queria muito ir na livraria, então mantive a idéia. Chegamos na livraria e não tinha o livro, então fiz a encomenda e deixei pago, saí com mais uns livros de colorir e uma criança feliz.
Não sei que horas eram, o celular estava com o Ravi e eu estava com uma sensação de que ele estava preocupado. Chamei um taxi, mas esse ia demorar 1 hora pra chegar. Aquilo não era um bom sinal...
Fui pro ponto de ônibus que estava vazio (isso também não era um bom sinal). O Tutu estava com fome, também já era de noite, então fomos no Subway em frente ao ponto e quando estava fazendo o pedido o nosso ônibus passou. Bom, se tá no inferno abraça o capeta...
Sentei pra comer sempre de olho no ponto e morrendo de preocupação, pois se eu saísse pra procurar um telefone o ônibus podia passar, porque aqui é o lugar mais difícil de se encontrar um telefone e um banheiro públicos, um telefone público, com um banheiro, em frente a um ponto de ônibus, esquece, é miragem.
Fomos pro ponto e passaram, a partir da hora que eu resolvi contar, 10 ônibus fora de serviço, a essa altura, eu que tinha ido com uma roupa quentinha, mas para um dia de sol, já estava congelando, o Tutu não tava nem aí, pois eu coloquei toda a roupa que ele estava usando de manhã, quando ainda estava frio.
Quando o ponto já estava lotado e ninguém mais sabia que horas o ônibus ia chegar ele chegou, quando eu cheguei em casa estava tudo aceso. A única coisa que passou pela minha cabeça foi: Deu merda!
Bom, depois de um tempo o Ravi chegou, com um olho arregalado, já tinha ligado pra polícia, pra Cecília, pro Papa, pra todo mundo. hahaha.
Será que é tão raro assim eu dar uma voltinha que o sequestro de um ônibus no Canadá é mais provável? Acho que eu preciso sair mais e, CLARO, comprar um outro celular. ;)

2 comentários:

Pai dos trigemeos disse...

Que susto! caramba! Acho que no Canada nao tem stress de seguranca, mas quando se trata da familia... pior eh crianca com frio e fome, ne?!?!

Soraya Cruz Wallau disse...

Oi Octávio, pode crer! Mas acho q o Ravi foi meio assustado demais. hahaha.